Principalmente após a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, a partir de 2014, quando pudemos observar movimentos de autorregulação por parte das organizações, temas como ESG, Compliance, políticas anticorrupção se tornaram foco de muitas delas. 

Sobre ESG, tratamos em alguns posts anteriores e hoje iniciaremos a pílula semanal a partir do conceito de Compliance: 

“Compliance é uma ferramenta empresarial, que está contido na Governança Corporativa e tem por objetivo identificar e mitigar riscos de violação da conformidade ou da integridade, por meio da adoção de um compromisso da liderança com os valores e cultura da empresa”. 

O Compliance se estrutura em pilares, que são fundamentais para o cumprimento dos seus objetivos nas organizações. São eles: 

Pilar 1 – Tone From the top 

Pilar 2 – Risk Assessment 

Pilar 3 – Documentos normativos 

Pilar 4 – Controles internos 

Pilar 5 – Comunicação e treinamento 

Pilar 6 – Canais de comunicação 

Pilar 7 – Investigações internas 

Pilar 8 – Due Diligence 

Pilar 9 – Monitoramento e auditoria 

Um Programa de Compliance consolida todos esses temas, considerando os valores organizacionais. A partir deste conhecimento básico, teremos a série “Pilares de Compliance”, que nas próximas semanas tratará individualmente de cada elemento do Compliance. Hoje ainda trataremos do Pilar 1! 

Pilar 1 – Tone From the top 

Na nossa opinião, o maior segredo do sucesso de um programa de Compliance é o Suporte da Alta Administração, uma vez que implica no comprometimento com a eficiência do Programa, das políticas e dos processos, bem como de seus monitoramentos constantes. Além de promover recursos para mitigar riscos, possui a função de a cada palavra e comportamento inspirar os demais numa conduta que reforce os valores e princípios da empresa.  

Este pilar é a base para a criação de uma cultura organizacional em que funcionários e terceiros efetivamente prezem por uma conduta ética, para que os valores (aqueles definidos no Plano de Negócios) signifiquem algo na prática. 

Possui pouco ou nenhum valor prático um Programa de Compliance que não seja respaldado pela Alta Administração. A falta de compromisso desta resulta no descompromisso dos demais funcionários, fazendo o Programa de Integridade existir apenas “no papel” e os riscos não sejam mitigados.